quarta-feira, 26 de maio de 2010

Consultório

Uma sala pequena, com uma porta de vidro, duas mesas com dois computadores, dois armários e mais uma mesa para arquivar a papelada e quatro cadeiras. Essa é a sala onde trabalho, onde passo a maior parte do meu tempo.
Não há uma placa indicando que alí é a contabilidade, o RH e o fiscal. Acreditem, passo grande parte do dia resolvendo tudo só.
Embora todos os meus colegas de trabalho saibam dos meus afazeres eles confundem minha sala com um consultório psicológico.
Não sou psicóloga e nem estudo para ser, mas uma coisa que eu gosto é de ouvir as pessoas.
Por ser uma sala fria (pelo ar condicionado) e eu estar quase sempre sozinha nela, eles entram, sentam, puxam conversa, tiram a minha concentração do trabalho e simplesmente desabafam e me pedem os mais variados conselhos.
Me sinto honrada com a confiança que eles depositam em mim. Realmente paro tudo para ouvir de coração aberto.
Já ouvi as mais loucas histórias desde intrigas internas até suspeita de gravidez. Algumas vezes fico tão "pasma" que nem sei o que dizer depois do desabafo, mas acho que só o fato de ouvir já ajuda.
Um amigo muito querido (M.A.) disse que é uma virtude minha tentar ajudar os outros, às vezes até querendo me colocar no lugar deles. E eu respondi que essa virtude era uma droga porque eu me envolvia tanto tentando ajudar os outros que acabava sofrendo junto e não conseguindo ajudar a mim mesma.
Claro que essa resposta veio em um momento de desespero e crise de identidade. Me sinto muito feliz quando as pessoas retornam a minha sala com um sorriso enorme e cantando vitória sobre o "problema".
O último desabafo foi hoje!
Um colega, dos mais queridos, está enfrentando problemas amorosos. Ele está dividido entre um amor de muito tempo e uma recente paixão.
Não é caso de traição, pelo menos é o que ele diz. O caso é que terminou um namoro de muito tempo e, logo em seguida, encontrou uma outra pessoa.
Por estar chateado com a "ex" e, consequentemente, carente, se envolveu de cabeça no novo relacionamento.
Várias vezes entrou em minha sala dizendo que a "ex" ligava, mandava mensagens, mas ele não queria mais; queria esquecer.
Como esquecer um amor? Para esquecer um amor é necessário outro amor?
Sinceramente não acredito nisso. Não é possível simplesmente pegar uma borracha e apagar tudo que foi vivido. Um amor não é esquecido, as lembranças sempre ficam sejam elas boas ou ruins. O amor apenas morre e renasce em outra pessoa.
No caso do meu colega não renasceu amor. Renasceu o sentimento de liberdade, a curiosidade de algo novo e diferente, apenas uma paixão.
Hoje ele caiu em si!
- Laís eu estou tão arrependido! Fui conversar com ela (a "ex") ontem e ela não quer mais saber de mim, mas eu gosto muito dela!
- Gosta? Gostar é pouco pra querer voltar!
- Eu amo aquela mulher!
Não escolhi uma ou outra, até porque não as conheço. Disse para ele DAR UM TEMPO para os três, ficar só e decidir o que realmente quer, antes que todos sofram muito mais com isso.
Mas lá no fundo do meu coração, como todo e qualquer romântico assumido, eu torço pelo AMOR!!!

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Quem de nós dois

Eu e você
Não é assim tão complicado
Não é difícil perceber
Quem de nós dois
Vai dizer que é impossível
O amor acontecer
Se eu disser que já não sinto nada
Que a estrada sem você é mais segura
Eu sei você vai rir da minha cara
Eu já conheço o teu sorriso
Leio o teu olhar
Teu sorriso é só disfarce
O que eu já nem preciso
Sinto dizer que amo mesmo
Tá ruim pra disfarçar
Entre nós dois
Não cabe mais nenhum segredo
Além do que já combinamos
No vão das coisas que a gente disse
Não cabe mais sermos somente amigos
E quando eu falo que eu já nem quero
A frase fica pelo avesso
Meio na contra mão
E quando finjo que esqueço
Eu não esqueci nada
E cada vez que eu fujo, eu me aproximo mais
e te perder de vista assim é ruim demais
E é por isso que atravesso o teu futuro
E faço das lembranças um lugar seguro
Não é que eu queira reviver nenhum passado
Nem revirar um sentimento revirado
Mas toda vez que eu procuro uma saída
Acabo entrando sem querer na tua vida
Eu procurei qualquer desculpa pra não te encarar
Pra não dizer de novo e sempre a mesma coisa
Falar só por falar
Que eu já não to nem aí pra essa conversa
Que a história de nós dois não me interessa
Se eu tento esconder meias verdades
Você conhece o meu sorriso
Lê o meu olhar
Meu sorriso é só disfarce
O que eu já nem preciso...

sábado, 15 de maio de 2010

Compartilhando...

Essa é a foto do papel de parede do meu computador.
Toda vez que olha para essa foto uma abundância de emoção me invade. Não é porque sou tomada por algum instinto materno, que toda mulher tem, ou seja lá o que for. Simplesmente sinto PAZ ao olhar para ela.
A maioria das pessoas veem um bebê segurado por um homem, provavelmente seu pai.
Eu vejo paz e segurança no bebê que dorme sem se importar com o flash da câmera. Vejo um profundo amor e carinho no pai que segura o filho com apenas a palma da mão sentindo sua respiração. Vejo intimidade, vejo família.
Confesso que sinto uma pontinha de inveja. Lógico que meu pai é MARAVILHOSO e eu o amo, mas é uma inveja diferente. Uma vontade de voltar a ser um bebê e estar nesse mesmo lugar, sem nenhuma preocupação, apenas dormindo seguramente nos braços de alguém ama sem pedir nada em troca.
Através desse beijo, aredito que o pai deveria estar dizendo em silêncio para o filho o seguinte: "Meu filho amado, hoje você está seguro nos meus braços, eu posso te proteger. Mas você vai crescer, vai ter que fazer escolhas sozinho, muitas vezes vai se decepcionar, mas eu sempre estarei de braços abertos para te abraçar."
Por que essa foto?
Porque é assim que me sinto quando estou com Deus.
Não se preocupe! Não vou escrever mais 200 linhas tentando te convencer de alguma coisa. Como o próprio título diz, eu estou COMPARTILHANDO.
Paz, amor, segurança, proteção, despreocupação. Só um bebê nos braços do Pai. Não tenho palavras para descrever o quanto é bom!!!!

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Não é todo amanhecer....

Que eu acordo querendo acordar
Que eu trabalho com vontade de trabalhar
Que vou à aula para estudar
Que quero comer aquela comida
Que estou com vontade de sair de casa
Que quero ligar o celular

Que sinto vontade de escrever
Que tenho saudades dos amigos
Que quero ouvir desabafos
Que dou meu melhor sorriso
Que penso no amanhã
Que acordo apaixonada
Que quero te ver
Que sinto sua falta
MAS É DURANTE O DIA...
Que eu acordo
Que me empolgo no trabalho
Que aprendo nas aulas
Que me delicio com acomida
Que saio de casa
Que falo ao celular
Que me perco escrevendo
Que sinto falta dos amigos
Que tenho vontade de ouvir
Que dou meus melhores sorrisos
Que penso até no depois de amanhã
Que me apaixono
Que conto as horas pra te ver.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Não resisti

Tá certo que eu disse que ia postar só no final de semana. Mas ontem terminei de ler O Vendedor de Sonhos e me deparei com uma passagem que eu tinha que colocar aqui. Não resisti!!!
Deixo com vocês o próprio vendedor de sonhos no momento em que fala da falta que sente da família perdida em um trágico acidente de avião:
"Ah! Se eu pudesse retornar no tempo! Conquistaria menos poder e teria mais poder de conquistar. Beberia algumas doses de irresponsabilidade, me colocaria menos como aparelho de resolver problemas e me permitiria relaxar, pensar no abstrato, refletir sobre os mistérios que me cercam.
Se eu pudesse retornar no tempo, procuraria meus amigos da juventude. Onde estão? Quem está vivo? Eu os procuraria e reviveria as experiências singelas colhidas no jardim da simplicidade, onde não haviam as ervas daninhas do status nem a sedução do poder financeiro.
Se eu pudesse retornar, daria mais telefonemas para a mulher da minha vida nos intervalos das reuniões. Procuraria ser um profissional mais estúpido e um amante mais intenso. Seria mais bem-humorado e menos pragmático, menos lógico e mais romântico. Escreveria poesias tolas de amor. Diria mais vezes 'eu te amo!'. Reconheceria sem medo: 'Perdoe-me por trocá-la pelas reuniões de trabalho! Não desista de mim.'
Ah, se eu pudesse retornar nas asas do tempo! Beijaria mais meus filhos, brincaria muito mais, curtiria sua infância como a terra seca absorve água. Sairia na chuva com eles, andaria descalço na terra, subiria em árvores. Teria menos medo de que se ferissem e se gripassem, e mais medo de que se contaminassem com o sistema social. Seria mais livre no presente e menos escravo do futuro. Trabalharia menos para lhes dar o mundo e me esforçaria muito mais para lhes dar o meu mundo.
O passado é meu algoz, não me permite retorno, mas o presente levanta generosamente meu semblante decaído e me faz enxergar que eu não posso mudar o que fui, mas posso construir o que serei. Podem me chamar de louco, psicótico, maluco, não importa. O que importa é que, como todo mortal, um dia terminarei o show da existência no pequeno palco de um túmulo, diante de uma platéia em lágrimas."

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Fato

"Escrever é fácil: você começa com uma letra maiúscula e termina com um ponto final. No meio você coloca as ideias.” Pablo Neruda.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Correria

Precisa dizer como foram os últimos dias??
Provas da faculdade, almoços no trabalho e momentos de cansaço total.
Não estava mais nem DANDO UM TEMPO por aqui.
Esse final de semana fui à Viçosa, o festival de Mel, Chorinho e Cachaça que foi, simplesmente, perfeito. Fui a um show dos Demônios da Garoa!!! TUDO!!!
Gostaria muitissimo de escrever um texto bem legal contando como foi essa viagem e os momentos de descanso que tive. Mas novamente a correria não deixa.
Prometo que nesse final de semana DOU UM TEMPO com um texto bem especial.