terça-feira, 30 de março de 2010

A escolha

"Laís, eu pedi uma semana e tenho que decidir!" Ouvi isso de uma amiga há um tempo.
Ela passou uma semana pensando e refletindo sobre um assunto que martelava sua cabeça manhã, tarde e noite. Tinha que tomar uma decisão importante e quanto mais pensava mais não sabia o que decidir.
Medo! Era esse o motivo que a colocava "em cima do muro".
Durante a semana tudo estava indo muito bem, conversavam normalmente. Ela tinha medo de escolher errado e estragar até a amizade que restava, tinha medo de voltar e continuar a mesmisse, e, pela primeira vez, tinha medo de arriscar novamente.
O lado emocional gritava "VOLTA", já que ainda havia sentimento, porém o racional dizia para continuar na zona de conforto em que estava.
Mas ela tinha que escolher, e escolheu.
Embora toda torcida do Flamengo não a apoiasse, ela escolheu voltar. Tem consciencia das broncas que vai levar das amigas, que sempre disseram "a escolha é sua" mas tinham opinião bem definida. Sabe que por gostar vai, novamente, esperar uma mudança que pode, infelizmente, não ocorrer. Sabe que os relacionamentos são mesmo complicados mas que o dela é complicado e meio, mas dessa vez ela está com os "pés no chão". Sabe de tudo que pode acontecer mas quer tentar de novo, precisa tentar.
O que eu posso dizer disso? Também já estive em situação semelhante. Apesar de ter decidido, ainda vejo medo em seu olhar. Parece ter medo de passar por tudo novamente e se machucar ainda mais.
Apóio a decisão dela e espero, do fundo do coração, que realmente dessa vez haja uma mudança, que seja verdadeiro, que ela seja amada como merece. Só peço que vá com cuidado. Sempre estarei aqui para te ouvir e enxugar suas lágrimas, mas espero que não precise mais chorar por isso.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Dando um tempo

O tempo não para.
O caos fora do nosso quarto continua. As pessoas entram e saem da nossa vida de forma tão natural que nem percebemos.
A correria do dia-a-dia nos faz perder detalhes tão preciosos quanto essenciais. Uma nova roso no jardim, um sorriso para quem gostamos, o primeiro passinho do filho, uma ligação para um amigo que está precisando.
Por perder todos esses detalhes resolvi, que essa semana, vou dar um tempo, literalmente.
Não vou me trancar em casa e ver o tempo passar. Ao contrário, vou continuar minha rotina e observar melhor o que acontece ao meu redor.
Essa semana quero dar mais tempo pra mim. Quero pensar mais no que é meu: MINHA família, MEU trabalho, MEUS estudos, MEUS sonhos, MEU futuro, MEU coração.
Sim! Quero passar uma semana "egoístamente egoísta"!
Tenho uma semana para colocar minha cabeça no lugar, não que ela esteja fora, mas preciso organizar minhas prioridades. O que eu quero e o que eu não quero, o que precisa ser feito e o que não precisa, o que precisa mudar e o que não precisa, o que precisa ser decidido e o que não tem decisão.
Nesses período não quero chegar em casa cansada por causa do trabalho ou da faculdade. Quero chegar cansada por ter dado tempo para meus amigos, colegas de trabalho, pessoas importantes pra mim.
Preciso me dar esse tempo para pensar e estar bem comigo mesma para poder fazer uma escolha importante.

terça-feira, 16 de março de 2010

Malbec

Ela foi dormir tarde e teve sono pesado com bons sonhos. Ao acordar, escovou os dentes, tomou banho, se arrumou, se maquiou, se sentiou "poderosa" então preferiu o salto alto, tomou café da manhã, pegou as chaves e desceu. Como de costume, no caminho para o trabalho conversava consigo mesma. Pensava no que iria fazer durante o dia, já organizando na cabeça as prioridades. Ao chegar, tudo estava normal. Os "bom dia" e os sorrisos dos colegas de trabalho continuavam os mesmos, alguns mais alegres, outros só por educação, nada anormal. Ao chegar em sua sala a grande surpresa. Não eram rosas vermelhas, balões em forma de coração, chocolates ou ursinhos fofinhos que toda mulher gosta. Era algo que ela valorizava muito. Um simples detalhe. Sim, era Malbec! Não era o seu perfume preferido mas era o que ela tinha aprendido a amar, era o que lhe trazia as lembranças mais gostosas. Por alguns segundos ela parou, fechou os olhos, suspirou bem fundo e só lembrou. Lembrou do que foi, do que poderia ter sido, do que não era mais. Voltou a realidade e saiu perguntando a todos se alguém havia entrado em sua sala. As respostas eram sempre as mesmas: "Não sei", "Não vi". Achou tudo aquilo uma tortura psicológica e ao mesmo tempo adorou lembrar dos momentos bons. Logo ela que guardava cada cheiro, cada música, cada detalhe. Voltou a sala com a certeza de que tinha sido ele que havia entrado lá e burrifado o perfume. Com qua intenção ela não sabia. Uma pergunta não saía da cabeça. Por que os homens só demonstram sentimento quando tudo parece perdido? Isso ela também não sabia. Conseguiu retomar a concentração e voltou a trabalhar normalmente, porém o cheiro continuava lá. Até que a porta da sala se abriu e uma colega disse: "Foi ele! Acabou de confessar lá na sala." Foi aí que as dúvidas viraram mais dúvidas. Foi almoçar na esperança de que quando voltasse o cheiro tivesse ido embora. Que nada! Continuava lá, até no mouse, impregnado com todas as lembranças. O colega de sala chegou usando, adivinha qual perfume.... Malbec. Naquele dia até o colega de faculdade estava usando Malbec. Foi um dia de Malbec, um dia de lembranças. O motivo, o objetivo, o porquê desse simples e grandioso ato ela não sabe. Foi vingança? Ele só queria torturá-la? Foi uma tentativa de dizer que ainda sente alguma coisa? Até agora ela não tem respostas. Só sabe que no final do dia o cheiro foi embora, mas as lembranças ficaram pra sempre.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Eu "tô" falando é de amor!!!

A palavra amor (do latim amor) presta-se a múltilos significados na língua portuguesa. Pode significar afeição, compaixão, misericórdia, ou ainda, inclinação, alteração, apetite, paixão, querer bem, satisfação, conquista, desejo, libido, etc. O conceito mais popular de amor envolve, de modo geral, a formação de um vínculo emocional com alguém, que seja capaz de receber esse comportamento amoroso e enviar estímulos sensoriais e psicológicos necessários para sua manutenção e motivação. (Wikipédia)
Sabe aquela coisinha que estremece as pernas quando se está perto da pessoa amada? Aquela agonia que dá no peito quando não temos notícias na hora que queremos? Aquela dúvida que só de ouvir a voz dele vira uma certeza absurda?
Pois é! Isso tudo é amor!
Amor mesmo não mede distância, dinheiro, tempo, carinho e atenção. Tudo gira em volta da pessoa amada e tudo é feito com o único objetivo de ver o outro feliz.
Amor não é egoísta! Não é minha vontade, meu sonho, minha vida. É uma troca de sentimentos preciosa onde a vontade do outro tem peso duplo na tomada de decisão.
Amor não significa "engolir" os defeitos. Com amor aprendemos a conviver com eles e a amá-los também.
Se ele gosta de cerveja, aprenda a sentar-se ao lado dele enquanto bebe. Se só diz que te ama quando bebe além da conta, escute apenas o que quiser, mas não esqueça que as maiores verdades são ditas na loucura da bebida. Se gosta de futebol, aprenda pelo menos a diferença entre o árbitro e o bandeirinha. Se não é carinhoso, seja você, é você quem o ama e, como já disse, o amor não é egoísta.
As pessoas tem medo de amar porque tem medo de se entregar, de demonstrar, de se tornar uma criança boba quando fala igual a um nenem. Mas tudo isso é amor. Um olhar diferente, uma música que marca, um filme de terror assistido bem juntinho.
Não estou dizendo que quem ama é besta e antigo ou deve ser besta e antigo, longe de mim! Apenas dizendo que quando o amor chegar, não procure fórmula, seja verdadeiro e apenas AME!!!

sábado, 13 de março de 2010

Última sexta-feira

Noite de sexta-feira e faz uma semana que os vi. Ela lembra do restaurante de sempre, mas dessa vez sentaram na mesa de madeira. Foi diferente dessa vez. Ela chegou e ele estava ao telefone, por isso sentou-se de frente e não ao lado. Passaram-se quinze minutos e a atenção ao telefone foi encerrda com um "boa noite". Pronto! Agora ele é só meu! deve ter pensado ela. Triste engano! Estava tudo diferente. Ele indiferente e ala fingindo estar tudo normal. As pessoas chegavam e iam embora. O som ao vivo tocava músicas belíssimas da MPB. Mas o assunto era sempre o mesmo: trabalho. Após mais algumas mexidas na celular e mais algumas ligações, uma senhora vendendo rosas apareceu. Ele comprou uma e a presenteou. Nossa!!! Ele realmente estava estranho, não costumava fazer esse tipo de coisa. Bastou mais uns 10 minutos para ela colocar a cadeira ao lado dele e os dois estarem grudados aos beijos e abraços carinhosos. Observando a cena de fora, parecia um casal normal de namorados, mas ela tinha um olhar que sabia que mesmo com todos aqueles beijos e abraços o fim estava próximo. Pediram pizza, comeram, riram conversaram um pouco sobre eles, conversaram muito sobre trabalho. Ele pediu a conta e, parecendo apressado, não esperou o garçom trazer. Levantou-se e foi pagar no caixa. Ao voltar, pegou na mão dela e foram em direção ao veículo (2 veículos, estavam separados). Antes de se despedirem o celular dele tocou. Ela quis saber quem estava ligando naquele horário tão tarde, porém ele não mostrou. Pronto! A noite acabou naquele momento. Ela saiu furiosa e ele foi atrás. Deviam morar próximos pois ele não saiu com cara de quem ía tentar acalmá-la. Depois disso nunca mais os vi no restaurante de sempre. Acho que naquela noite de sexta-feira tudo acabou.