sábado, 13 de março de 2010

Última sexta-feira

Noite de sexta-feira e faz uma semana que os vi. Ela lembra do restaurante de sempre, mas dessa vez sentaram na mesa de madeira. Foi diferente dessa vez. Ela chegou e ele estava ao telefone, por isso sentou-se de frente e não ao lado. Passaram-se quinze minutos e a atenção ao telefone foi encerrda com um "boa noite". Pronto! Agora ele é só meu! deve ter pensado ela. Triste engano! Estava tudo diferente. Ele indiferente e ala fingindo estar tudo normal. As pessoas chegavam e iam embora. O som ao vivo tocava músicas belíssimas da MPB. Mas o assunto era sempre o mesmo: trabalho. Após mais algumas mexidas na celular e mais algumas ligações, uma senhora vendendo rosas apareceu. Ele comprou uma e a presenteou. Nossa!!! Ele realmente estava estranho, não costumava fazer esse tipo de coisa. Bastou mais uns 10 minutos para ela colocar a cadeira ao lado dele e os dois estarem grudados aos beijos e abraços carinhosos. Observando a cena de fora, parecia um casal normal de namorados, mas ela tinha um olhar que sabia que mesmo com todos aqueles beijos e abraços o fim estava próximo. Pediram pizza, comeram, riram conversaram um pouco sobre eles, conversaram muito sobre trabalho. Ele pediu a conta e, parecendo apressado, não esperou o garçom trazer. Levantou-se e foi pagar no caixa. Ao voltar, pegou na mão dela e foram em direção ao veículo (2 veículos, estavam separados). Antes de se despedirem o celular dele tocou. Ela quis saber quem estava ligando naquele horário tão tarde, porém ele não mostrou. Pronto! A noite acabou naquele momento. Ela saiu furiosa e ele foi atrás. Deviam morar próximos pois ele não saiu com cara de quem ía tentar acalmá-la. Depois disso nunca mais os vi no restaurante de sempre. Acho que naquela noite de sexta-feira tudo acabou.

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